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COISAS FÁCEIS DE SER E FAZER- difícil é...

13 de setembro de 2009

Ir semanalmente ao templo, ouvir "mais um" sermão do pastor local ou de um pregador itinerante, este último causando expectativa maior.

Estudar teologia e, neste afã, tentar explicar Deus para pessoas- há uma enormidade de pensadores que podem lhe ajudar nisto.

Compartilhar afagos rápidos, olhares fugazes, falar sobre a "obra de Deus".

Formar equipes com toda metodologia de marketing, na presunção de estar discipulando.

Ah, isso é muito mais fácil ainda; sentar no banco dos pastores, um pouco acima do povo, e falar com estética retórica e compartilhar "alguma coisa bíblica".


Denominar às coisas com terminologias, como dizer que qualquer movimento que não pareça com a performance cristã prevalente, seja isto ou aquilo, como por exemplo - uma nova denonimação light.


É fácil de dizer estas coisas porque elas dizem quem são e o que fazem os que assim dizem.


Difícil, todavia....


É entender que minha frequência nada diz mesmo, com relação ao desenvolvimento de minha maturidade cristã, muito menos ainda, de minha espiritualidade.

É entender que a boa teologia é aquela que Deus faz [se mostrando] para o homem e não do homem para Deus como se Ele fosse um cadáver no IML.


É entender que afagos e olhares fugazes, são a fumaça de um relacionamento, visto que o fogo mesmo está na convivência, na cumplicidade, amor, perdão e na compreensão da diferença do outro e amá-lo como Cristo amou a igreja.

É entender que ser discípulo demanda uma só coisa: toma a tua cruz e siga-me!

É entender que os primeiros lugares condizem ao farisaísmo ao qual Jesus confrontou, bem como que a Palavra é livre como o vento e que a bíblia não é o testemunho, mas mais um testemunho da Palavra de Deus. Ele fala como quer!


Quanto a denominar isto ou aquilo, é facílimo, de fato, pois difícil é atender a proposta de ser discípulo de Jesus, única e exclusivamente e fazer de qualquer instituição, mesmo o "Caminho da Graça", um lugar de encontros e de serviço - um espaço secular.



No mais, é com você!

Fernando
Salvador (BA)


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SER DISCÍPULO OU CRENTE?

10 de setembro de 2009

Se existe uma coisa que nossos instintos naturais rejeitam, adequados as complexificações do espaço e tempo, conforme o ambiente em que vivemos e convivemos: é a proposta de um discipulado radical.

O que isto vem a ser?

Parece uma pergunta óbvia. Mas eu insisto em dizer que não existe algo que nosso "modus vivend" produzido e sofisticado pela cultura que estamos inseridos rejeite com sutileza e, muitas vezes grotesca e deliberadamente.

Quem de nós estar disposto a abrir mão de nosso eu como produção meritória a ser dependente da Graça de Deus? Há quem tenha a resposta na ponta da língua e diga: "eu estou disposto!" - Sem, contudo, avaliar refletidamente a seriedade da pergunta.

Antes de dizer alguma coisa mais, ainda pergunto: quem de nós elege como prioridade o fato de Jesus ser nosso único e absoluto referencial?
Antes de responder de pronto, pense consigo mesmo sobre quem você toma por referência e ou inspiração sua existência e, isto num exercício cotidiano, perguntando o que Cristo faria nisto ou naquilo?

Agora mesmo poderíamos, ao dissertar sobre as variantes da vida, evocar uma série de filósofos, clássicos e comtemporâneos como referenciais de pensamento e conceituações práticas da vida.

Eu, mesmo, Fernando, fiz isto por muito tempo; pois, antes de buscar o entendimento conforme a Palavra Encarnada, o Verbo de Deus, Jesus Cristo, eu recorria ao meu streep-tease filosófico, a saber: os pensamentos de Nietzsche.
Então com Nietzshe eu viajava em coisa boas, como saber que sou da terra, e ela é boa, ela é autoprodutiva, mas logo caía em desencanto, pois ainda não havia me convertido a revelação de que até a autoprodução da terra é dádiva divina; é fruto de um amor eterno, desde antes da fundação do mundo.


Bem, essa foi a minha viajem. Qual é a sua?




Você vive (pára de confessar [meras palavras]) Jesus Cristo como sendo o Senhor, orientador de sua caminhada?


Já não falo a meninos, sei que não estou falando a quem pensa na orientação ou na vontade de Deus como um consulta a um guru superior; mas vive o que vive porque sabe que o Verbo se fez carne e tudo que Ele viveu e nos são registrados nos evangelhos, são as marcas indeléveis de sua caminhada a ser referencia para minha vida. E, contudo, convencido de que tudo que Ele fez, como tratou cada coisa no seu tempo; serve para todas as eras, embora respeite a mutação própria das gerações conforme os tempos históricos, ainda assim, se pode extrair o que for essência e significado para viver em qualquer tempo, em qualquer era.


Então, antes de qualquer coisa, sugiro que você repense do que é tomado a maior parte do seu tempo, dos seus papos, de seus encontros, de sua agenda, de suas prioridades, de seu consumo, de sua doação, de sua paixão, de sua justiça - pois podemos estar de bem com nossas virtudes, e, mesmo assim, estar distante da vida abundante de Jesus.

Sendo assim, antes de fazer qualquer repetição a Deus (tudo o que Ele já sabe sobre você, cada detalhe); tome sua cruz e siga Jesus.

Depois de pensado, não seja crente, seja christos, 'pequenos cristos', conforme a semelhança do Filho de Deus que nos amou COM O MESMO AMOR QUE DO PAI FOI AMADO.
  • Nele nos movemos, vivemos e existimos.

  • Nele habita corporalmente a divindade.

  • Ele é a Cabeça da igreja.

  • Ele é o Cordeiro de Deus imolado antes da fundação do mundo.
Se você não se convenceu destas coisas, só te resta o mundo e suas produções, dele e por ele mesmo.


Discipulando-se,

Fernando.

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O que ninguém quer, Ele quis, você quer?

Ninguém mais quer!

Ninguém mais quer encontrar pessoas sem pretensões diversas, senão única e exclusivamente para comungarem a alegria do amor de Deus e suas implicações na experiência pessoal de cada um.

Ninguém mais quer...

E porquê não querem?

Não querem porque há prioridades estabelecidas.

Sendo assim, melhor será atender a necessária demanda da sobrevivência (talvez acumular bens) em detrimento da luz-cidez que faz enxergar a vida além da sobre-vivência, mas conforme a vivência de cada momento, cada detalhe, cada pessoa, cada boa loucura ocasionada pelo próprio existir .

Melhor será manter-se apenas com os seus e cultuarem as compras, respirar os ares condicionados dos shoppings center ´s; se enturfarem de fast foods do que repartir o pão a mesa e beber com alegria o vinho da comunhão e respirarem o ar natural duma brisa marítima.

Melhor...Melhor ...E melhor porque foi eleito como prioridade.

Porque se tornou o fim em si mesmo.

Sim, tal melhor, para mim é submetido a repreensão de Jesus quando disse: arreda-te para trás de mim Satanás-; porque trabalhar é bom, ir ao shopping também é bom; degustar hamburgueres ainda é bom; ir ao cinema é ótimo (em especial com a família); mas se estas coisas pôr em detrimento o que "ninguém mais quer" - cogitas das coisas dos homens e dos homens somente.


Minha comida consiste em fazer a vontade de meu Pai - Jesus de Nazaré.


Muitos preferem os encontros já modulados. Formados. Encaixados. Onde cada coisa é cada coisa e que ninguém diga outra coisa diferente para que o Coisa não se sinta diminuído de sua coisa pastoral - cujo pastorado é portador absoluto do conhecimento e detentor da verdade.

Melhor é o levantar das mãos, a repetição do "entra na minha casa", do que a reflexão de que cada um deve levar sua cruz, negar a si mesmo e Seguí-lo.

Por isto, cada vez que me vejo refletindo sobre a vida, missão e propósito de Jesus de Nazaré, cada vez mais me vejo perante o Escândalo e da Loucura da Cruz.

Também percebo que tal loucura começa pelos gregos-pós-modernos da cultura ocidental evidentes na hegemonia emergente de nosso país chamado Brasil.

Quanto aos crentes, melhor o encantamento dos mágicos do que o Escândalo da cruz.

E a nós que dizemos conhecer o Evangelho da Cruz, o Cristo crucificado e, mesmo assim, persistimos em nosso modo medíocre, enganosamente chamado de "meu viver pela fé" - "melhor nos seria amarrar uma pedra ao pescoço e nos atirarmos num poço pois não somos dignos dos pequeninos que se escandalizam".

Bem aventurados sãos os que não "conheceram" o que nós dizemos conhecer, pois se de fato conhecessem, não tornariam a graça de Deus em vão.

Pois aquele a quem muito foi perdoado, maior gratidão e desfrute da graça fará!


Que o Pai nos salve de nós mesmos, crentes!


Fernando.

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OS BINÔMIOS E A SABEDORIA DA VIDA

17 de agosto de 2009


Não gosto de receitas prontas. Eu prefiro os atalhos que levam a caminhos mais longos, mais árduos.

Alguém deve imaginar: será isto um ascetismo? Um autofragelamento?

Se fala de filósofos excêntricos como Epicuro e ou ainda como Zenão (os estóicos); o primeiro estigmatizado (ainda que injusto) como o libertino dos prazeres. O segundo já resumido (fielmente)como o que eleva a dor, com meio de forjamento de resistência as intempéries da vida. Isto são definições ainda básicas e incompletas acerca destes...

Contudo, os binômios: dor/prazer, alegria/tristeza/, paz/inquietude; são as premissas desses filósofos para dissertação variante do significado na vida.

O que isto tem haver com o que disse acima sobre não gostar de receitas prontas e preferir caminhos mais longos. Não desejando apenas justificar o que disse fazendo referência aos filósofos, também assim fiz pois tais binômios pressupõem sempre dois lados de escolhas para vida. E, para mim, resumir a vida apenas a escolhas do tipo: bem ou mal, vida ou morte, não me parece consonante com o que Jesus ensinou quando nos diz que "há coisas que acontecem para glória de Deus".

Houve ocasião em que os teólogos da época queriam justificar a doença de um rapaz pelos seus pecados, e Jesus insistiu dizendo que "aquilo era para glória de Deus". Também alguns foram presunçosos quando imaginaram que torre de Siloé caiu sobre os galileus por conta de suas ações, desprezando assim que, que eles-nós antes e depois, temos as mesmas disposições pecaminosas e que tal queda ocorreu como um fato acidental ao qual todos- inclusive eles na ocasição- estão vulneráveis.

Enfim, em Jesus não se vê receitas prontas. Não se vê uma cartilha. Uma doutrina sistematizada, antes um doutrina/ensino gotejante como o orvalho; um proposta de rendição ao mistério, mesmo em face da contradição e da ambiguidade da vida; também considerando que muitas coisas tem um fim estrito de glorificação do Pai; não sobrando nada para nós julgarmos quem esteja apto ou quem seja objeto desse propósito.

O que aqui quero dizer, digo sempre para mim, e, agora para todos: Muito se fala de Deus, bem receitado, cartilhado e sistematizado pelas elucubrações teológicas; mas pouco se vê rendição ao Mistério. Ou seja, pouco se cala perante Quem efetua o querer quanto o realizar segundo a sua vontade e, Nele, todas às coisas cooperam para o bem daqueles que O amam.

Em Cristo, em quem as palavras persuasivas de sabedoria humana são loucuras.

Fernando.


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