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10 de dezembro de 2011

Normal Para Sobreviver !?

Conformar-se a atual conjuntura da sociedade é o que nos torna normais.

Normais porque diremos “sim” a tudo o que nos for imposto pela idiossincrasia do sistema.

Normais porque compraremos o que está na moda, porque ouviremos a música do momento.

Normais porque nas corporações seremos subservientes ao invés de questionadores da métrica de produção e qualidade de vida.

Normais porque diremos não ao que for dito sim pela mídia como sendo do bem ou do mal.

Normais porque as causas que assumimos são politicamente corretas e todo o bom moço faz.

Normais porque consentiremos com as religiões e seus espólios, julgando que o que importa é a fé de cada um e, portanto, não interessam os meios.

Normais quando julgamos que o ciclo da vida precisa atender as expectativas de uma sociedade in loco, onde planta-se uma árvore; escreve-se um livro e gera-se um filho enquanto o indivíduo se dá por feliz.

Normais porque estamos conectados aos mesmos temas que ocupam as academias do saber, bem como as mesas de uma família que aprendeu não muito além da própria sobrevivência.

Normais porque nada temos a questionar dos que nos é imposto direta ou indiretamente.

Normais porque nos adequamos para obter o “amor” daquela mulher que não se dará, caso você não possa pagar por ela de modo “normal” – que é estar dentro dos padrões de aquisição benquista.

Normais porque qualquer coisa que não soe conforme a música da normalidade, você estará para sempre condenado a um “anormal”.

Normais porque não se canta uma canção como a dos Los Hermanos, o Cara Estranho.

Normais porque já nos conformamos com este século e não renovamos o nosso entendimento, tão pouco pensamos em transformação ou metanóia.

Normais porque o deus deste século é o ventre e nós decidimos adorá-lo, pois satisfaz nossa sede concretude e tangibilidade.

Enfim, o que é ser normal?

Sugiro a leitura de um texto bíblico, que deveras não será compreendido se você buscar auxílio em rodapés ou interpretações teológicas. Nem mesmo se o Deus a quem você o tem como tal seja este rendido a normalidade.

Indico que interprete como quiser, seja apenas coerente com o contexto e circunstância de quem o escreveu:

E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. Romanos 12.2


Fernando Lima

31 de julho de 2011

A imanência Das Coisas

O mundo e sua atual conjuntura estão fartos!


Todos os dias nos são comunicados excessos de informações. Propostas, sugestão, imposição e tudo o que nos são vendido como coisas.

O mundo jaz nas coisas!

Temos muito para escolher. Escolhemos os que nos é conveniente, mas logo nos fadamos ao desgaste da escolha. Nos fascinamos por algo, mas logo declaramos sua obsolescência.

Para gerenciar nosso cotidiano, vale escolher coisas, dar nome as coisas, driblar coisas, rejeitar coisas - vivemos a perpetuação da administração de coisas!

Miseráveis homens que somos, que nos livrará do poder das coisas?

A vida pautada em coisas é uma vida intrinsecamente imanente. Não transcende, não experimenta os odores da eternidade; não se alegra pelo porvir, vive a gestão de coisas e nelas fazem sua distração e mesquinhez.

A soma disto em nós, como indivíduos, é a detenção em na infimidade, o enraivecimento nas vaidades de nossas aquisições; é o dimensionamento nas emoções não supridas; é o melindre com nossas projeções, bem como toda vulnerabilidade as energias alheias.

A transcendência nos afirma em Deus, nos põe acima das circunstâncias. Para quem acha que a transcendência nos aliena da vida, da realidade; não se deu conta de si mesmo, de sua constituição, visto que, a nossa integralidade como humanos somente se dá quando reconhecemos a fé que nos habita, até mesmo quando esta "fé" nos serve afirmar nossa "não-fé".


Como diz o Chico César: "coisas só são coisas, servem só pra tropeçar. Tem seu brilho no começo, mas quando viro pelo averso, são fardos pra carregar".


De fato, sem fé, a vida fica pequena conforme descreve Caio Fabio.

Confira: Um vida sem fé é pequena

É isto o que penso, enquanto cuido de coisas.

Fernando Lima.

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22 de junho de 2011

A eternidade em mim...

Postei logo cedo no facebook: “amanheci taciturno e enternurado com a reflexão do amor e graça de Deus sobre minha vida...”. Passou todo o dia no trabalho. Cheguei a casa no fim da tarde. Olhei para o céu do 12º andar. O céu estava matizado. Uma serenidade que alma inquieta reclama. Minha mente viajou no universo e nas constelações, nas galáxias e me senti como se desse mundo eu não fosse.

Agora, ao recobrar isto a minha mente, nasce uma convicção muito forte dentro de mim: nada, repito NADA neste mundo se compara ao que nos está reservado na eternidade. Contudo, a esperança não se confunde em nosso coração, pois é pelo espírito de Deus que habita em nós que tal esperança é derramada.
A vida do espírito em nós confirma e fortalece-nos na certeza de que a eternidade começa aqui, agora, neste momento. Se eu dormir, logo estarei acordado.

Fernando.

2 de março de 2011

Carta Aberta a Quem Busca “algo novo debaixo do sol”.


As terminologias cristãs estão desgastadas pelo uso abusivo e excessivo nas homilias ao longo dos séculos. Sejam as apregoadas pelo catolicismo, às refinadas pelos protestantes e ou as contemporâneas aberrações do meio evangélico.

Qualquer discussão é mera discussão. Qualquer não- forma já é em si mesma uma forma propositiva. Qualquer tentativa de resignificar por alterações das palavras, dos termos, está fadada a alternativa de outro método inovado. Com outras caricaturas.


Não tenho esperanças em ajuntamentos humanos. Tenho esperança nos que se juntam por causa das implicações do seguir a Cristo.

Seguir a Cristo. Sim, segui-lo ultrapassa todas estas discursões. Diálogo com as religiões? É algo interessante e ideal, contudo, o que se faz são contratos politicamente corretos e pudicos para não serem maus mocinhos. A história está aí para provar.


Eu acredito nas relações humanas. Relações que podem ser fortalecidas pelo que tiverem em comum. Digo, em comum. Não unânimes. Nelson Rodrigues talvez tenha razão quando disse que” a unanimidade é burra”. Melhor seriam indivíduos que tem algo em comum e por isto formarem uma comunidade?


Estou certo disto tudo? Não. Tolo é aquele que diz que sua opinião é a certa. O que faço é caminhar em convicção naquilo que para mim me lança no mundo. Dar-me um olhar esperançoso no ser humano – não me iludindo que este venha ser ao todo transformado em sua natureza- e que só é possível tal façanha, porque me entendo como um desses seres que precisam de esperança na existência.


Como disse Jesus: “médico, cura-te a ti mesmo e salvarás a outros”.
Sendo assim, minha confiança está Naquele que a tudo preenche nos céus e na terra. Em Quem estão escondidos os tesouros da sabedoria.

Tenho amigos na caminhada que são luzeiros no mundo...Estes são místicos, filósofos, teólogos, professores, mendigos, esquizofrênicos diagnosticados; mas estes são o que são por causa da Luz. A Luz do mundo que ilumina todo o homem.

Isto me abre para todo o conhecimento. Eu vou e volto e todas as coisas observadas por qualquer seja a ciência (astrologia, física, astronomia, matemática, linguagens etc.) e percebo que tudo ainda é in loco e obscuro.

Somente a Luz para manifestar o que é, aqui, agora e além, onde luz for luz, sempre!


Ele é a luz que ilumina todo homem a fim de que sejam luzeiros no mundo...


Fernando Lima.

Espaço Reflexão TV